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16 de Janeiro de 2011

Presidenciais 2011


No fundo, eu até sou monárquico, mas sem dar grande importância a isso. Parece-me é que um rei é preparado para tal desde o momento em que nasce e acima de tudo, só um rei é que consegue de facto estar acima de políticas, ideologias e partidos.

As eleições presidências irão realizar-se no próximo dia 23, e, tal como nas de 2006, também agora me sinto muito envolvido com elas. Isto porque o Professor Cavaco Silva é dos poucos políticos portugueses que de facto merece a minha consideração, respeito e admiração. Cavaco Silva é uma pessoa da maior honestidade e competência, colocando sempre em primeiro lugar o interesse nacional. Depois do 25 de Abril, Portugal nunca se desenvolveu tanto, em todos os níveis e em todas as áreas, como durante os 10 anos do cavaquismo. Por isso, é com toda a convicção que voto no Professor, esperando que ele vença logo à primeira e com mais de 60% dos votos. E já agora, que o Fernando Nobre fique em segundo, já explico porquê, mas isso deverá ser mais complicado.

Portugal encontra-se numa situação dramática a todos os níveis, estando cada vez mais distante, em tudo, do resto da Europa, e esta campanha revela, mais uma vez, o porquê do país estar como está. Com esta esquerda primitiva, terceiro-mundista e intolerante, o país nunca sairá deste buraco em que está mergulhado. Esta esquerda domina e controla por completo Portugal desde o 25 de Abril e é ela que não deixa que o país saia deste estado de miséria, de pobreza e de analfabetismo. Na minha opinião, Portugal é dominado por partidos, políticos, sindicatos, associações, e por aí fora, que vivem deste país atrasado, pobre, miserável e inculto. Se Portugal se desenvolve, se ficar mais rico, mais culto, com menos desemprego, então esses partidos e essa gente deixam de ter importância e de ter "clientes". Óbvio que quando falo em partidos, estou a falar nos da esquerda, que vivem, sem qualquer dúvida, deste Portugal atrasado e com pobreza. Assim, são também eles que tudo fazem para que o país não se desenvolva e não ande para a frente. Se Portugal melhorasse a todos os níveis, o que seria desses partidos de esquerda e dos sindicatos?! Será que alguém lhes ligaria alguma?! Porque será que em grande parte da Europa desenvolvida não existe praticamente comunismo e extrema-esquerda?! Aliás, não é ao acaso que os esquerdistas são todos republicanos, isto porque a monarquia, como aliás se pode verificar na Europa, garante mais estabilidade, paz e desenvolvimento. Como não é isso que interessa à esquerda, então toca a querer a república que é mesmo para haver mais confusão e instabilidade. É isso que lhes dá razão de existir

Em Portugal há então muita gente a viver da pobreza alheia, acabando por a estimular ao máximo, transformado esta mais numa opção de vida do que propriamente fruto de diversas circunstâncias. Ser pobre até é rentável, não se faz nada, não se trabalha, não se pagam impostos, saúde, escola, e depois o estado dá-lhes tudo. A juntar a isto, ainda temos uma boa parte da classe política que continua a dar a entender que podemos todos não fazer nada e viver à conta do estado, que nos dá tudo à borla sem receber nada em troca. São direitos para todos e ponto final.

Voltando às eleições presidenciais, e à respectiva campanha, esta vem mais uma vez demonstrar que há políticos que continuam a viver numa lógica de país atrasado, à beira do terceiro mundo, com um discurso que não se adequa em nada ao discurso que deveria ser seguido por um candidato presidencial. Só existem duas excepções: Cavaco Silva e Fernando Nobre.

Parece-me que com esta Constituição, tão elogiada pelos esquerdistas nomeadamente pelo candidato Manuel Alegre, e com este sistema de governo semi-presidencialista, o Presidente da República é o presidente de TODOS os portugueses, estando acima de partidos, querelas político-partidárias, ideologias, etc. O PR é o representante máximo da nação e de todos os portugueses, sem excepção. Olhando para os candidatos, temos o Francisco Lopes a fazer campanha para as legislativas e a mentir aos portugueses. Qualquer pessoa que conheça a realidade dos países comunistas, sabe que na prática o comunismo é exactamente o oposto das ideias que ele anda a defender. Depois, temos o Defensor Moura que imagino tenha sido lá colocado pelo PS para fazer o jogo sujo e dizer coisas que o Manuel Alegre não pode dizer. Ainda há um candidato da Madeira, que aparece sempre sem ninguém e que agora teve o descaramento de ir à casa de férias do actual Presidente da República dizer mais uns tantos disparates. E agora, vem o Manuel Alegre, que me leva a perguntar como é possível em pleno século XXI levarmos com uma coisa destas. Este senhor, tem o descaramento de se apresentar como o candidato da esquerda, desprezando e faltando ao respeito às pessoas de direita, e depois diz-se democrata, como também às pessoas que são contra o aborto e o casamento gay. Ele fala do aborto e do casamento entre pessoas do mesmo sexo como se fosse o dono da verdade, dando a entender de que quem é contra é atrasado e antiquado. Quem é democrata tem de respeitar as opiniões contrárias, o que não acontece com o Sr. Alegre que se julga dono da razão e da verdade. Como disse atrás, um PR tem de ser o presidente de todos os portugueses e o candidato Alegre caso vença as eleições será o presidente da esquerda e ponto final, desprezando por completo o facto de haver portugueses que não são de esquerda. Depois, este homem que fala tanto em democracia e se diz ter tido um papel importante na feitura da actual Constituição, tem o descaramento de vir dizer, ou dar a entender, que se for para Belém irá defender o estado social e, como é óbvio, a esquerda. Eu fico parvo com isto, como é possível alguém dizer que vai defender o que quer que seja para Belém, ainda para mais sendo uma pessoa que se diz democrata e defensor desta Constituição. Vamos supor que Alegre seria o próximo Presidente da República e nas próximas eleições legislativas o povos português decidia dar a vitória a um partido que achasse melhor reduzir ao mínimo o estado social. O que é que o Alegre faria?! Não deixava o governo concretizar o seu programa de governo?! Ia contra a vontade dos portugueses expressa em eleições legislativas?! É que não se percebe mesmo. O problema de pessoas como o Alegre é que continua a confundir democracia com as suas próprias ideias. Mas para ainda baralhar mais as coisas, o Alegre é do partido que neste momento está a destruir por completo o estado social em Portugal, levando tudo à bancarrota, nomeadamente o serviço nacional de saúde. É sem dúvida uma bela trapalhada e uma enorme aldrabice, mas acima de tudo um presidente da III República portuguesa tem de ser alguém que aceite aquilo que os portugueses decidam em eleições legislativas. Olhando para os últimos presidentes da república, rapidamente percebemos que tanto Mário Soares como Jorge Sampaio nunca respeitaram os governos de direita, fazendo de tudo para lhes dificultar a vida. São estes senhores que têm na realidade de ficar para trás na história deste país. Politicamente, eles não interessam para nada, se o objectivo é que o país se desenvolva e se acabe, a sério, com o desemprego e com a miséria.

Os únicos candidatos que estão então a fazer uma campanha com dignidade e adequada a umas eleições presidências, são Cavaco Silva e Fernando Nobre, que não falam nem na esquerda nem na direita, nem em situações que têm a ver com o Governo e não com o Presidente da República.

Eu nem vou falar da situação do BPN e da casa do Professor no Algarve. Acredito totalmente na sua inocência em todos estes casos. Mas, enfim, todos nós temos telhados de vidro e quem nunca errou que atire a primeira pedra. Em Portugal continua-se a criar aquela ideia de que os políticos têm de ser pessoas sem defeitos, que nunca tenham errado ou feito alguma coisa negativa ao longo da vida. Mas pessoas assim, pura e simplesmente não existem, nem em Portugal nem em qualquer parte do mundo.

Assim, eu acredito em Portugal e vou votar com toda a convicção em Cavaco Silva.

11 de Abril de 2010

Pedro Passos Coelho... uma esperança???


Estive há bocado a ouvir o discurso de Pedro Passos Coelho e fiquei muito surpreendido pela positiva. Apesar de alguma demagogia ao melhor estilo de Obama, a verdade é que apresentou medidas com as quais eu concordo e tocou em pontos muito pouco politicamente correctos. É necessário quanto antes fazer uma revisão de fundo da nossa Constituição, nomeadamente que ela deixe de ser marcadamente de esquerda, como também é urgente que exista uma maior exigência em relação aos apoios sociais e que quem os receba dê alguma coisa de útil em troca ao país. Um dos problemas de Portugal é haver um cada vez maior número de inúteis que vivem completamente à conta do Estado e que o pouco que fazem vai totalmente contra os interesses da nação.

17 de Setembro de 2009

Eleições dia 27


Ainda estou em dúvida em quem votar no próximo dia 27, ou votarei no PSD ou no CDS. Mas inclino-me mais para o partido laranja, pela questão do voto útil, importante para derrotar Sócrates, e também porque Paulo Portas que apesar de ser sem dúvida o melhor político português da actualidade e de estar a fazer uma excelente campanha, sendo o único a referir aspectos como a imigração e a segurança, a verdade é que não consigo confiar plenamente nele. O homem em cada campanha focaliza o seu discurso num tema diferente e já o ouvimos falar de muita coisa diferente. Para além disso, tenho imenso receio que ele depois das eleições possa vir a coligar-se com o PS.

Apesar de ser difícil, acredito na vitória da Ferreira Leite. Sócrates é ficção, é uma espécie de actor que interpreta uma personagem e a quem lhe dão um papel, a sua enorme equipa de assessores que cá para mim somos todos nós que os andamos a pagar, que ele tem de fixar e depois deitar cá para fora. Tudo isto é alimentado por um conjunto de lobbies e máfias, que financiam tudo isto. Sócrates tem como único objectivo a manutenção do poder, para que quem o apoie continue a mandar no país e a fazer o que muito bem entender. Ferreira Leite é o que é mas é real, não há ali qualquer falsidade. Se a candidata do PSD vencer, isso será algo muito invulgar, já que a senhora vai completamente contra àquilo que um político deve ser. Não tem imagem, não sabe discursar, não se sai bem nos debates, tem um ar pouco dinâmico... mas poderá ganhar as eleições, o que não deixará de ser um caso de estudo muito interessante.

Na extrema esquerda, temos o PCP que promete tudo o que não defende na prática. E o Bloco de Esquerda que depois de nas eleições europeias se ter tornado na terceira força política, agora todos analisam este partido de uma outra forma, indo ler com atenção o seu programa. Enquanto o BE era só um partido do contra, a malta não dava grande importância, mas a partir do momento em que todos percebemos que eles poderão entrar no arco governamental, então este partido começa a ser visto de uma outra forma. Assim, muitos têm vindo a descobrir o que é o BE na realidade e parece-me que eles passarão de terceira para quinta força política no dia 27. Curioso é o facto destes dois partidos dizerem que estão muito preocupados com a precariedade no trabalho e os baixos salários, e ao mesmo tempo defendem com unhas e dentes a imigração.

Apesar de em princípio votar PSD, gostaria e muito que o CDS ficasse em terceiro.

6 de Abril de 2009

Já não há paciência


Sinceramente, começo a achar que as crónicas de autoria do Mário Soares, publicadas na revista Visão, são bem mais cómicas que as do próprio Ricardo Araújo Pereira.

Um tipo para quem a democracia é todos pensarem da mesma maneira que ele, e que desde o 25 de Abril a sua única obra foi um governo que deixou o país na miséria, uma presidência da república que teve como principal objectivo fazer oposição ao único primeiro-ministro da III República que fez alguma coisa de positivo, e que depois veio pedir maiorias absolutas para dois governos que só contribuíram para a destruição de Portugal, Guterres e Sócrates, mas quem é que este indivíduo pensa que é para continuar atirar ideias e opiniões para o ar?!

1 de Junho de 2008

Ferreira Leite ganha a liderança do PSD

Ferreira Leite ganha as eleições directas para líder do PSD e torna-se na primeira mulher a liderar um dos principais partidos do actual regime.

Parece-me a mim que os militantes do PSD fizeram bem em ter feito esta escolha. Nesta altura é sem dúvida a melhor solução para o partido laranja. Pedro Passos Coelho ainda é muito verde e inexperiente, a sua candidatura foi a pensar no futuro. Pedro Santana Lopes ainda não se conseguiu libertar de toda a revolta e ódios que ganhou com tudo o que aconteceu no final de 2004.

Manuela Ferreira Leite vai acalmar o partido e acima de tudo dar alguma credibilidade. Mas estando o PSD tão dividido, penso que seria de bom senso que os derrotados se juntasse à líder entretanto eleita para os combates políticos do próximo ano, ou então no mínimo que fiquem calados e não prejudiquem o seu trabalho. Em segundo lugar, Ferreira Leite não devia de esquecer a parte do partido que ontem saiu derrotada. Para isso, devia de aproveitar as várias eleições que se vão realizar no próximo ano e convidar aqueles que até ontem foram seus adversários, para as batalhas que aí vêm. Porque não uma candidatura de Pedro Passos Coelho à Câmara Municipal de Lisboa?! E Pedro Santana Lopes, que tal convencê-lo a continuar como líder da bancada parlamentar. Ele pode não ter perfil para líder de um partido ou primeiro-ministro, mas é alguém com todas as capacidades para líder de um grupo parlamentar ou então presidente de uma câmara.

2009 promete!

16 de Fevereiro de 2008

Os projectos de Sócrates

José Sócrates veio deitar abaixo algumas ideias enraizadas sobre políticos que tinham hipóteses em chegar ao cargo de Primeiro Ministro. Em primeiro lugar, pôs um ponto final na ideia de que só excelentes alunos é que poderiam ambicionar chegar um dia à liderança de um governo. Todo o país já percebeu a forma, no mínimo esquisita, como Sócrates tirou a sua licenciatura. Em segundo lugar, Sócrates é dos poucos políticos de carreira, pouco fez para além de política, que conseguiu chegar ao cargo que decide o futuro de uma nação. Mas, em relação ao pouco que fez fora da política, soube-se agora de uns projectos, verdadeiras aberrações, vejam aqui, que o actual chefe de governo realizou há alguns anos atrás. É no mínimo triste quando alguém que fez estas coisas horríveis chega a Primeiro Ministro de Portugal.

13 de Janeiro de 2008

A Lei do Tabaco


Finalmente, foi colocada em prática em Portugal uma lei que já há muito tempo vigorava noutros países. Lembro-me que quando fui a Nova Iorque em 1996, uma das coisas que se surpreendeu lá foi o facto de as pessoas só poderem mesmo fumar na rua. Aos poucos essa lei foi adaptada pelos países europeus e agora finalmente chegou a Portugal.

Triste é a conversa do costume, desta vez de quem fuma, que vêm logo a falar de fascismo e de perseguição. Sem dúvida que em Portugal nada se pode fazer ou decidir, porque quem o fizer é logo conotado com fantasmas ridículos e falsos relacionados com o passado recente de Portugal. Mas também digo que este governo só avançou com esta lei porque foi pressionado pela União Europeia para o fazer, porque se tal não acontecesse não tenho a mínima dúvida de que esta lei nunca entraria em vigor.

Sou completamente defensor desta nova lei. Acho uma vergonha que o vício de alguém prejudique a saúde de terceiros. É ridículo que os fumadores falem de si como se fossem uma raça ou uma determinada orientação sexual. Por favor, estamos a falar de um simples vício, mais nada do que isso. Se um dia proibirem os negros de entrarem nos restaurantes, isso sim, seria uma enorme vergonha e com o qual eu não concordaria, agora proibir os fumadores de fumar em locais fechados é completamente diferente de proibir alguém de entrar onde quer que seja pela cor ou pela orientação sexual.

Acho que um vício não pode servir de desculpa para prejudicar os outros.

19 de Dezembro de 2007

Cimeira Europa-África


Realizou-se recentemente em Lisboa uma Cimeira entre a Europa e a África. E ainda bem que a mesma se realizou, porque assim todos ficam a perceber porque é que África está na miséria em que está e também revela-se a hipocrisia dos líderes europeus. Estes, de uma forma demagógica, gostam muito de falar em direitos humanos e dizem-se muito preocupados com a fome em África, mas a verdade é que pactuam com essa miséria e fazem sem dúvida parte do problema. Para os líderes europeus, a única coisa que lhes interessa em África é a parte económica, são as negociatas a partir das quais podem ganhar mais uns milhões. Só isso lhes interessa nas relações com aquele continente, por isso é com naturalidade que os vemos a conviver e a negociar com líderes africanos que são uns autênticos ditadores sanguinários e que vivem numa enorme riqueza enquanto o seu povo passa fome e vive sem um mínimo de dignidade. Mas, para os políticos europeus nada disso importa, o que interessa são as tais relações económicas. Assim, acabam por pactuar com regimes que se borrifam completamente para os direitos humanos, acabando por os legitimar e os manter no poder.

A fome em África deve-se, acima de tudo, à classe política africana, que é altamente corrupta e sem educação ou valores democráticos e de defesa dos direitos humanos. Depois, os políticos europeus têm também de ser responsabilizados, porque pactuam e protegem essa gente em nome de interesses económicos. Assim, com políticos corruptos em África e líderes europeus feitos com eles, África continuará a ser um continente perseguido pela fome e pela miséria.

É uma vergonha o que certos líderes africanos fazem enquanto o seu povo passa fome. Ainda agora na cimeira de Lisboa, vieram para cá com grandes comitivas, tudo no maior dos luxos, e as senhoras foram para as lojas mais caras e mais finas gastar à grande, dinheiro talvez vindo da Europa para supostamente ajudar a acabar com a fome em África.

20 de Outubro de 2007

Tratado de Lisboa


Os 27 Estados-Membros da União Europeia chegaram então a acordo em relação ao Tratado Reformador que terá a designação de Tratado de Lisboa. De facto isto é bom para a capital de Portugal, ao menos será divulgada de uma forma totalmente gratuita por toda a Europa e resto do mundo. Assim, de certeza que o número de turistas a visitar Lisboa irá aumentar.

Para mim, este Tratado e a União Europeia em geral têm coisas boas e coisas más. As más, pelo menos para mim, é que este novo Tratado vem reforçar ainda mais a supremacia do Tratado Europeu sobre as constituições dos países e das instituições europeias em relação às instituições dos Estados-Membros. Para além disso, os países vão perder soberania e independência com este Tratado. Mas, por outro lado, e enquanto português que vive na III República, dominada por políticos aldrabões e incompetente, sem dúvida que se Portugal não estivesse na União Europeia estaria muito pior do que aquilo que está hoje. Assim, ao menos a UE sempre controla as nossas finanças públicas e, só para dar mais um exemplo, as condições de higiene, de qualidade e de segurança de uma série de coisas. Já viram o que seria das nossas finanças se não tivéssemos na União Europeia?!

Mas, perante tudo o que aconteceu nos últimos dias em relação a este Tratado, é preciso destacar algumas coisas. Primeiro, é que na altura em que Durão Barroso foi para Bruxelas, os socialistas de imediato o criticaram e defenderam a realização de eleições. Mas ontem ouvimos o Sr. Sócrates, secretário-geral do PS, a dizer que dá muito jeito a Portugal ter um português como Presidente da Comissão Europeia. Em segundo lugar, apesar de tudo é preciso dar realce ao facto do PSD já ter feito muito mais pelo PS do que aquilo que os socialistas já alguma vez fizeram pelo sociais democratas. A ajuda que Durão Barroso deu agora a Sócrates foi essencial para que os 27 tivessem chegado a um acordo na cidade de Lisboa e com isso José Sócrates arranja mais um argumento, e que argumento, para que os portugueses votem nele em 2009. Depois, o Professor Cavaco Silva tem tido uma atitude excepcional com o governo socialista. Este tem muito a agradecer ao actual Presidente da República. Agora, ao contrário o que é que tivemos nas últimas décadas em Portugal. O Sr. Mário Soares que enquanto Presidente da República teve um comportamento vergonhoso, no que de mais intolerante pode haver, para com o Governo de Cavaco Silva, e também o Presidente da República Jorge Sampaio que com o Durão Barroso e principalmente com Santana Lopes sempre teve uma postura de oposição e de destabilização, apesar de inferior à de Soares com Cavaco. Assim, se vê onde reina a verdadeira tolerância e respeito. No socialismo de Soares e Sampaio é que não é de certeza. Infelizmente, continuamos a viver num Portugal em que quem é de esquerda pode fazer e dizer o que quer, que só pelo facto de serem da tal esquerda trauliteira já estão safos de toda e qualquer critica. Imaginem o que se diria se o Cavaco agora tivesse com Sócrates um comportamento idêntico ao que Soares teve com Cavaco.

6 de Outubro de 2007

Fica atento aos comunas

Se há coisa que eu tenho de criticar ao Salazar e ao Marcello Caetano, é o facto de não terem conseguido limpar de vez o comunismo de Portugal. Prenderam alguns, mas na realidade o PCP, fundado ainda durante a I República, continuou a desenvolver actividades e a divulgar a sua mensagem durante todo o período do Estado Novo.

Cada vez se percebe mais que o regime anterior ao 25 de Abril ruiu a partir de dentro, ele estava podre e por isso foi com alguma facilidade que ele morreu. E porque é que o Estado Novo se encontrava naquele estado?! Claro que não foi a única razão, mas uma delas, e talvez a mais importante, foi o facto de muitos membros do PCP se terem infiltrado dentro do regime de então. Na própria PIDE, nas Forças Armadas, em todo o lado os comunistas foram-se infiltrando e assim destabilizando e destruindo o regime a partir de dentro. Mas o que é preciso realçar, é que enquanto para Salazar a prioridade era sempre Portugal, para os comunistas o objectivo sempre foi colocar as nações ao seu serviço. Em Portugal, o objectivo dos comunistas nunca foi o de fazer com que o País passasse a ser um país democrático, nunca foi que houvesse liberdade e pluripartidarismo em Portugal. O seu único objectivo era o de ter em Portugal um regime comunista, apoiado pela União Soviética. Aliás, tudo o que o PCP fez durante o Estado Novo, foi sempre com o apoio da então denominada URSS. Assim, o 25 de Abril quando se deu, foi muito em resultado dos muitos comunistas que estavam infiltrados, por isso não houve praticamente reacção da parte do regime que então foi derrubado.

Depois do 25 de Abril, os comunistas, que estavam muito bem organizados, já que se mantiveram sempre activos, e muito, durante a II República, tomaram conta do país e ainda hoje isso é bastante notório, apesar do PCP nunca ter ganho nenhumas eleições legislativas, e é para mim a principal razão do atraso de Portugal em relação ao resto da Europa. Para além de durante algum tempo terem tomado de facto conta do país e de terem corrido com todos os empresários, que é quem cria emprego, a verdade é que os comunistas tomaram de assalto toda a função pública, sindicatos, comunicação social e também a própria mentalidade dominante do pós 25 de Abril. Hoje, Portugal ainda é dominado por essa gentalha que está por todo o lado.

Desde o 25 de Abril, vivemos neste suposto regime democrático, mas que na verdade não o é, pelo menos por enquanto. Para aqueles que fizeram o 25 de Abril e que o comemoram todos os anos, gritando de boca cheia coisas como "viva o 25 de Abril" "viva a democracia" "viva a liberdade", a verdade é que para essa gente o 25 de Abril não foi na realidade uma revolução democrática, foi sim o dia em que o país passou a viver sob um regime de esquerda, em que Portugal passou a ser dominado, em todos os aspectos, pela esquerda. Isto a mim parece-me óbvio e nota-se no dia-a-dia por todo o lado. Esses tipos, eles sim uns verdadeiros intolerantes e nada democratas, só aceitam quem é de esquerda, os outros são todos fascistas, intolerantes, ditadores, etc.. Para eles só há tolerância desde que se seja de esquerda, porque quem não for é logo discriminado. Isto é real e passa-se em todo o lado. A esquerda sente-se dona do país e, acima de tudo, da razão e da verdade e o que é preciso que essa gente saiba é que na democracia ninguém é dono da verdade.

Bom, mas andar a berrar pelas ruas "viva a democracia" e mais o raio que o parta não vale de nada. O que realmente interessa é o que as pessoas são na prática. Por experiência própria, sei muito bem o que essa esquerda 25 de Abril é na realidade. É na verdade altamente intolerante, arrogante, com a mania que eles é que sabem tudo e que estão sempre certos, vaidosa, autoritária e altamente elitista, e depois ainda se dizem amigos dos pobrezinhos, dos coitadinhos e dos imigrantes. Quem não alinha neste grupo de gente que tomou conta do país com o 25 de Abril, é logo catalogada por estes como sendo gente altamente antiquada, autoritária, o muito utilizado fascista, anti-democrática, etc.. Mas na realidade é tudo ao contrário. Podemos provar isso com o melhor programa da televisão portuguesa da actualidade, que se chama "Vai Tudo Abaixo". Neste, o excepcional Jel meteu-se na altura da campanha eleitoral para as eleições intercalares em Lisboa, com diversos candidatos que não são de esquerda e o que aconteceu é que todos eles reagiram de uma forma simpática e positiva. Até posso destacar o fadista monárquico, que para a esquerda é um fascista antiquado, Gonçalo da Câmara Pereira, que quando Jel e companhia se meteu com ele, o fadista reagiu de uma forma excepcional, amigável, brincalhona e até cantou com eles uma das músicas da "Marcha do Cavalo". Pois é, mas quando o Jel e o seu irmão foram recentemente à Festa do Avante, a tal que comemora os valores da democracia e da liberdade, aconteceu isto (a partir deste vídeo podem ver outros relacionados com o mesmo assunto):





Palavras para quê, acho que contra factos não há argumentos.

Eu, já há algum tempo que não faço parte de qualquer partido, mas se há coisa que eu sou é anti-esquerda trauliteira que falsamente se intitula como tolerante e democrata. Tudo falso, não se deixem enganar, essa gente não vale nada.

30 de Setembro de 2007

Deixa-me Amar

Por causa de alguns exteriores serem gravados em Alfama, perto da casa da minha irmã, comecei a ver a nova novela da TVI chamada "Deixa-me Amar". Não vejo todos os episódios, mas sempre que posso e não tenho mais nada para fazer acabo por dar uma espreitadela na novela. Pode-se não gostar de novelas, mas a verdade é que a TVI está de parabéns porque consegue retratar muito bem a sociedade portuguesa. Ao contrário do nosso cinema, as novelas da TVI conseguem mostrar o que são os portugueses, a nossa cultura, as nossas tradições etc. Nesta novela descobri então este maravilhoso fado:


Oiçam com atenção e depois não digam que a nossa música não é excepcional. A letra, a voz da Ana Moura, a melodia... é tudo fantástico e arrepiante. Experimentem então em ver a novela e esperem pelo momento em que se ouve esta música cantada pela Ana Moura de fundo e ao mesmo tempo mostra-se o melhor que Lisboa tem, curiosamente nada do que foi feito depois do 25 de Abril.

Talvez um dia mostrem o lugar onde agora está o IPO com um amontoado horrível de prédios, todos desfasados uns dos outros e os Metallica a actuarem no Rock In Rio com o IPO mesmo ao lado. Vai ser lindo! Sem dúvida que o António Costa é daquele tipo de indivíduos que leva as pessoas a confundir brutalidade com competência.

Eleições directas do PSD


Fiquei muito surpreendido com a vitória do Filipe Menezes nas eleições directas do PSD. Não estava mesmo nada à espera. Considerava que o Marques Mendes tinha a coisa controlada.

O PSD de Marques Mendes foi de facto muito pobre a todos os níveis. Tudo bem que a vida dela não era fácil, um governo socialista de maioria absoluta, a memória recente dos governos de Durão Barroso e de Santana Lopes. Tudo isto fez com que a missão de Marques Mendes na oposição não fosse na realidade nada fácil. Mas, a verdade é que ele podia ter feito muito melhor do que aquilo que fez. O PS, apesar de várias medidas muito impopulares, manteve-se sempre nas sondagens com ou perto da maioria absoluta, enquanto o PSD não subia, ficando sempre a uma longa distância dos socialistas. Depois, o PSD tornou-se um partido com pouco carisma e pouca vida. A monotonia estava instalada no partido. A derrota em 2009 era uma coisa mais do que certa. Penso que foi tudo isto que levou os militantes a votar em Filipe Menezes, com Marques Mendes já sabiam a bela porcaria em que se transformara o PSD, então vamos lá ver como é que as coisas serão com o outro candidato.

Sem dúvida que com o Filipe Menezes a liderar a oposição vai haver mais espectáculo televisivo e mais circo, mas penso que não foi de facto a melhor solução para o PSD. O Marques Mendes era fraco, mas era o mal menor. Para mim, o Filipe Menezes e a sua conversa faz-me lembrar a América Latina, nomeadamente através do seu discurso demagógico numa de saúde de borla para todos etc..

Bom, então o sistema partidário português agora fica com os dois principais partidos organizados da seguinte maneira, à esquerda está o Partido Socialista que fecha maternidades e escolas, à direita está o PSD a defender a saúde e educação para todos. Estou todo baralhado das ideias. Então mas não é a esquerda que costuma ter esse discurso demagógico?! Que grande confusão!

22 de Setembro de 2007

Eleições no PSD


Enquanto pessoa que acompanha e que adora política e enquanto alguém que já foi militante do PSD, não queria deixar de dar a minha opinião sobre a situação actual pela qual o PSD está a passar.

Nos anos seguintes ao 25 de Abril, havia na realidade uma diferença entre PSD e PS. O primeiro era sem dúvida um partido mais moderno, inovador e que olhava para o norte da Europa como sendo o melhor exemplo a aplicar a Portugal. O PS, por seu lado, era de facto um partido de esquerda, baseado na retórica e seguia mais uma lógica de terceiro mundo. Assim, nessa altura notava-se na realidade uma diferença acentuada entre os dois partidos. O PSD sem dúvida que atraia as pessoas mais modernas e distantes do conceito antiquado pseudo-democrático resultante do 25 de Abril. Mas, tudo isto mudou nos últimos anos. O PS desde Guterres que meteu o socialismo na gaveta, tal como a própria esquerda, e passou a invadir o terreno antes dominado na totalidade pelo PSD. A esquerda do PS foi sendo aos poucos colocada de parte e o partido transformou-se num partido de centro, dividindo o espaço com o PSD. O que na realidade é importante salientar é que este PS nada tem a ver com o PS do tempo de Mário Soares, Jorge Sampaio e outros. Em relação ao PSD, este sempre viveu muito das suas lideranças e se chegou onde chegou foi porque teve dois políticos de grande nível como presidentes do partido: Sá Carneiro e Cavaco Silva. Aliás, foram estes dois políticos acima da média, que fizeram do PSD um partido moderno e muito influenciado pelas ideias vindas do norte da Europa, Cavaco Silva por exemplo, era muito influenciado pela então primeira-ministra britânica Margaret Thatcher. Mas, depois de Cavaco, o PSD numa mais se reencontrou e os líderes que vieram a seguir foram todos muito fracos a todos os níveis. Assim, o PSD transformou-se num partido sem sentido e a começar a ser dominado pelo aparelho e por gente que só ali está por interesse. Não é que antes não fosse assim, só que Sá Carneiro e Cavaco Silva eram verdadeiros líderes que conseguiam ter o partido na mão. Depois, com lideranças fracas, o PSD ficou então dominado por gente oportunista que está no partido só para arranjar o seu tacho. A juntar a isso, o facto do PS ter deixado de ser um partido de esquerda para passar a ser um partido de centro, tal e qual como o PSD. Hoje em dia os dois partidos são exactamente iguais, o que os distingue são os líderes, mais nada e o povo escolhe o seu sentido de voto em função disso mesmo. A escolha é, única e exclusivamente, em função do líder. Assim, o que esperar do PSD com qualquer um dos líderes que agora se candidata à liderança do partido. Acho que se deve esperar o pior possível e Sócrates pode desde já começar a comemorar a vitória com maioria absoluta nas próximas eleições legislativas. Claro que actualmente o PSD também está a ser muito prejudicado pela saída/fuga do Durão Barroso para Bruxelas e pelos 4 meses atribulados do governo de Santana Lopes, mas isso não é desculpa para tudo. A verdade é que o PSD desde Cavaco Silva que não encontra um grande Presidente e não o deve encontrar nos próximos tempos, já que com ordenados tão baixos e uma pressão tão grande, ninguém nos dias que correm que ir para a política. Acho que têm de aumentar os ordenados dos políticos quanto antes. Disso não tenho a mínima dúvida. De qualquer forma, e voltando às eleições do PSD, penso que apesar de tudo o Marques Mendes é o mal-menor. Ao menos o PSD continuará a ser um partido com algum nível e com alguma qualidade. Ganhando o Filipe Menezes, o PSD cairia no populismo e na demagogia e seria com certeza o seu fim, pelo menos enquanto um dos partidos de governo.

5 de Setembro de 2007

Já não há paciência

Já cá faltava a Festa do Avante. Mais uma vez, alguns milhares de pessoas rumam à Quinta da Atalaia para comemorar talvez os 100 milhões de mortos, vítimas daquela ideologia que na teoria se diz pacifista e tolerante. O facto de em pleno século XXI Portugal ainda ter de levar com este filme soviético, é algo que também nos ajuda a perceber o porquê do nosso país se encontrar na cauda da Europa em quase tudo.

Saramago e os seus disparates


Cavaco Silva definiu como absurda a ideia defendida por Saramago de que Portugal e Espanha se iriam unir no futuro. Considero que o nosso Presidente da República esteve muito bem no seu comentário. Basicamente, para o escritor comunista a independência de Portugal é algo sem grande importância. Mas, curiosamente, esse senhor foi um dos que defendia com grande força a independência das nossas ex-colónias, como também se baba todo pelo facto de Cuba se manter independente do "imperialismo americano". Pelos vistos, para ele só a independência de Portugal é que não tem qualquer valor.