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28 de Novembro de 2009

Depeche Mode no Atlântico



Esta foi a segunda vez que vi os Depeche Mode ao vivo, mas poderia ter sido a quarta não fossem os cancelamentos de Alvalade e do Porto.

Apesar de irmos para a bancada, chegámos bem cedo ao Atlântico, ainda as portas estavam fechadas. Quando entrámos, o Pavilhão ainda estava bem vazio e conseguimos assim arranjar facilmente um excepcional lugar.


Gostei mais do primeiro concerto que vi da banda, também no Atlântico, por ter sido o primeiro e também porque o álbum que serve de base à actual digressão ser sem dúvida o pior disco do grupo. Mas, não deixou de ser um extraordinário concerto, com momentos do caraças e arrepiantes.




Destaco o facto dos Depeche Mode continuarem a usar a vídeo arte, algo que eu adoro e que os U2 usaram principalmente na Zoo TV e na POPMart mas que depois disso infelizmente praticamente nunca mais usaram.

Em conjunto com esta mensagem deixo algumas das várias fotos que tirei com o meu telemóvel.

Compras dos últimos meses

Como estive algum tempo sem o PC, não deu para ir colocando aqui as compras que fui fazendo em termos de música. Aqui vão elas agora, espero não me esquecer de nada.


Snow Patrol - Eyes Open

É impressionante a influência que as primeiras partes dos U2 têm sobre um fã da banda irlandesa. Através delas passei a gostar de inúmeras bandas, tais como os Placebo, Kaiser Chiefs, etc. Como referi na altura, nos três concertos que vi este ano dos U2, a primeira parte ficou sempre a cargo dos Snow Patrol, banda que já conhecia mas à qual nunca tinha dado grande atenção. A verdade é que sem ser uma grande banda, os SP têm um conjunto de canções muito interessantes e uma postura em palco extremamente agradável. Comprei então o seu álbum intitulado "Eyes Open", principalmente por este conter músicas como "Open Your Eyes" e "Hands Open" que são das minhas preferidas deste grupo.


Placebo - Battle For The Sun

Como referi antes, também os Placebo entraram na minha vida como consequência de os ter visto por duas vezes a tocarem antes dos U2, nos dois concertos que vi da POPMart em 97. Na altura passaram-me algo ao lado, mas o nome ficou na minha cabeça e mais tarde acabei por ficar admirador desta banda, voltando a vê-los ao vivo por diversas vezes. Comprei então o seu último álbum mal ele foi colocado à venda, mas ainda só o ouvi umas duas vezes, a verdade é que ele não me entusiasmou por aí além e parece-me ser o álbum mais fraco da banda.


The Beatles - The White Album (Reedição 2009)

Este é para mim sem qualquer dúvida o melhor álbum dos Beatles, principalmente o primeiro CD, que contém a minha música preferida da banda "While My Guitar Gently Weeps", que curiosamente foi composta pelo George Harrison.

Já tinha muita coisa dos Beatles, tanto em vinil, como em cd, vhs, etc, mas estas reedições que saíram este ano, das quais já comprei 3 álbuns, são uma coisa excepcional, basicamente transportam a música dos Beatles dos anos 60 para o século XXI. O som está muito melhorado.


David Fonseca - Between Waves

Fiz a pré-compra deste disco algum tempo antes dele ter saído, e no dia em que saiu fui logo levantá-lo à FNAC. Comprei a edição mais completa e que só falta trazer um leitão. A caixa é enorme e lá dentro vem uma porrada de coisas, nomeadamente um t-shirt bem jeitosa. Em relação às músicas novas, apesar de achar este álbum como sendo o seu mais maduro e equilibrado, até agora tenho a impressão que lhe faltam as grandes canções que os álbuns anteriores tinham. Mas vamos esperar para as ouvir ao vivo.


Arcade Fire - Miroir Noir

Não os vi a fazerem primeiras partes dos U2, mas foi através da banda irlandesa que lhes prestei atenção. São uma grande banda, diferente de tudo o resto, e essa diferença nota-se neste DVD, que é sem dúvida bem fora do vulgar.

16 de Maio de 2009

Depeche Mode - Sounds Of The Universe



Comprei há algumas semanas atrás o novo álbum dos Depeche Mode no formado CD + DVD.

Gosto imenso dos Depeche Mode, mas só a partir do álbum Exciter é que comecei a comprar os álbuns de originais deles, antes disso, e depois também as comprei, só tinha comprado colectâneas. Olhando para os últimos 3 álbuns de originais da banda, sou obrigado a concluir que os DM são de facto uma banda de colectâneas. Cada um dos seus discos, pelo menos os últimos 3, têm 3/4/5 temas de excepcional qualidade, mas depois tudo o resto deixa um pouco a desejar. É assim também isso que se passa com o seu mais recente disco, Sounds Of The Universe, em que se aproveitam algumas músicas, mas no final ficamos com a ideia de que há ali muita coisa que não está lá a fazer nada. Para além disso, eu sou da opinião de que os DM conseguiram melhor do que ninguém conciliar ao vivo sintetizadores com guitarra eléctrica e bateria, mas depois em estúdio não temos nada disso, estando os sintetizadores em claro domínio.

De qualquer forma, os melhores temas de cada um dos seus álbuns são de grandíssimo nível. Dia 11 de Julho lá estarei no Bessa para ver o meu segundo concerto dos DM.

2 de Maio de 2009

Mama

Como amanhã é o dia da mãe, este vídeo vem mesmo a propósito.



Sem dúvida um dos melhores temas desta banda britânica que nunca deveria ter acabado. E a minha loucura por elas continua, há algumas semanas atrás mandei vir da Amazon o DVD com o concerto de Instambul e um VHS intitulado Spice Girls In America - A Tour Story. Já tinha ambos gravados, mas agora decidi mandar vir da net. Estas miúdas tinham mesmo muito talento.

22 de Fevereiro de 2009

Oasis no Atlântico



No passado dia 15 de Fevereiro, lá fui eu ao Pavilhão Atlântico para assistir ao meu segundo concerto dos muito britânicos, e ainda bem, Oasis. Lá fui eu então com a minha t-shirt dos Oasis vestida, cor-de-laranja, comprada no concerto de 2000 na Praça Sony. E ainda bem que levei a t-shirt, já que dentro do pavilhão estava bem quente e assim tirei de imediato a roupa que tinha por cima e coloquei-a à mostra.

O que eu gosto mais nos Oasis é o facto de serem genuinamente ingleses, de terem músicas excepcionais, e do carisma do Noel. De resto, sempre achei que o Liam era um cromo que enquanto vocalista deixa muito a desejar. Tanto no concerto de 2000 como no de agora, fiquei com a ideia de que faltou qualquer coisa para que eles tivessem sido grandes e inesquecíveis. Sem dúvida que em cima do palco está uma banda muito eficiente e competente, como também estão os grandes temas dos Oasis, mas parece que há ali qualquer coisa a falhar e essa coisa chama-se a falta de um vocalista à altura. O Liam nem canta assim tão mal como isso, mas quando se assiste a um concerto dos Oasis fica-se com a ideia de que o seu vocalista sobe ao palco e não dá tudo em cima do mesmo, ao contrário de um Bono ou de um David Gahan. O Liam em palco mais parece estar a fazer um enorme frete. Vai cantando umas coisas, dizendo algumas frases que ninguém percebe, de vez em quando lembra-se de brincar com uma pandeireta... e pouco mais. O homem não deve largar um gota de suor ao longo do concerto.

É pena músicas de tão grande qualidade não terem um vocalista do mesmo nível. Por mim resolvia-se muito bem o problema, corria-se com o Liam e o carismático Noel cantava as músicas todas.

Grande Noel, também eu gostava muito de ver novamente o Mourinho na Inglaterra, e o Manchester City era uma excelente hipótese.

13 de Fevereiro de 2009

Oasis


Gosto muito dos Oasis. Lembro-me muito bem da disputa que ocorreu no início dos anos 90 entre eles e os Blur.

Depois de terem andado durante alguns anos meio perdidos, o seu penúltimo álbum é muito fraco, o seu mais recente disco, que comprei recentemente, é do caraças, mesmo muito bom. Digamos que é rock puro e duro, com guitarradas bem agressivas.

Em 2000 vi-os na Praça Sony, um concerto que foi bom, sem ter sido inesquecível. Agora este domingo vou voltar a vê-los, desta vez no Atlântico. Tenho pena de não os ter visto no seu auge, mas perante o seu mais recente brilhante álbum, digamos que estou bem entusiasmado por ir ver os Oasis este fim-de-semana. Espero um concerto do caraças.

12 de Fevereiro de 2009

Xutos no Atlântico




Comprei recentemente o DVD dos Xutos ao vivo no Atlântico, e que inclui também 2 cds com o áudio do mesmo.

Os Xutos são daquelas bandas que de tanto em tanto tempo lembro-me deles. Sempre gostei de Xutos, acho que eles têm boas músicas rock cantadas em português. Mas recentemente cansei-me um pouco de os ouvir, aquilo é um pouco vira o disco e toca o mesmo. Nunca deixei de os ouvir e de comprar coisas deles, mas digamos que nos últimos anos não lhes dediquei muito tempo. Entretanto, com as comemorações do seu 30º aniversário, deu-me vontade de os ouvir novamente com mais intensidade e daí ter comprado este DVD. Já tinha o DVD triplo com toda a história da banda, mas apeteceu-me comprar agora um com um concerto. Também tenho vários cds, cassetes e vinis, um deles o single dos Contentores autografado pelo Zé Pedro.

O único ponto negativo no DVD é o Zé Pedro, um democrata de esquerda, aparecer no concerto com uma t-shirt a dizer "KILL BUSH". Alguém subir a um palco para tocar e pensar que todas as pessoas que estão à sua frente pensam da mesma maneira e têm as mesmas ideias, digamos que é revelador do que é a democracia para esse senhor.

18 de Janeiro de 2009

Depeche Mode no Bessa - Bilhetes comprados!

Ainda não os tinha comprado antes, por causa da indefinição da digressão europeia dos U2. Fui adiando a compra, mas há algum tempo atrás lá me decidi a comprar. Agora especula-se que a digressão dos U2 arrancará na Europa em Julho, mas espero que dê para conciliar tudo.

4 de Janeiro de 2009

Aquisições recentes

David Fonseca - Dreams in Colour Live: 12.04.08 Coliseu (Edição Especial Limitada DVD+CD)


Para mim, esta compra era inevitável. Em primeiro lugar porque adoro David Fonseca, em segundo porque estive presente no concerto que serviu de base a este DVD. Foi sem dúvida a realização de um sonho para este músico português. Perante um Coliseu cheio, pôde fazer inúmeras experiências e mostrar toda a sua criatividade. O DVD ainda contém mais uma série de outras coisas, nomeadamente alguns temas da actuação no Festival Sudoeste do ano passado, videoclips, etc. Para além do DVD, a caixa ainda inclui um CD áudio, 1 poster desdobrável, pin's, ilustração para colorir, 6 lápis de cor, etc. Até a própria caixa e o seu conteúdo demonstram a originalidade de David Fonseca. Em relação ao DVD propriamente dito, digamos que fiquei desiludido pelo facto de não incluir a excelente interpretação no Coliseu de This Raging Light, para mim o momento alto desse concerto, e que é compensada pela sua interpretação no Festival Sudoeste.

Recentemente voltei a ver David Fonseca ao vivo. Aconteceu no Casino de Lisboa. Eu adoro o David, acho-o uma artista excepcional, mas continua a chatear-me o facto dele atrair tanta putalhada, daquela que não percebe nada de música e que está ali só para dizer que lá está, aos seus espectáculos. Como é possível, esses miúdos passarem um concerto inteiro a conversar e a enviar sms?!

No concerto do Coliseu dos Recreios, a primeira parte foi assegurada pela excelente Rita Redshoes. Recentemente gravei da Sic Notícias um especial com uma parte desse concerto. Na altura do concerto do Coliseu, ainda não conhecia bem o trabalho da Rita e por isso esse concerto passou-me um pouco ao lado. Entretanto fiquei admirador desta senhora e tive logo a preocupação de a ver novamente ao vivo. Fui ao aniversário dos 10 anos da FNAC só mesmo para a ver e valeu bem a pena, apesar de aquele sítio, Pavilhão Atlântico, não ser o ideal para a música dela. Depois, concorri a um concurso para a ir ver ao Maxime, não ganhei o concurso, mas vi à mesma o concerto via net. Mais recentemente vi-a no Casino de Lisboa e aí sim encheu-me as medidas. Nota-se que a Rita precisa de mais músicas, urgente um novo disco de originais, para preencher um concerto na totalidade, mas ao vivo a sua voz também é grande e a sua postura simples e fora do vulgar transforma os seus concertos numa experiência muito positiva. O ambiente estava muito melhor no concerto da Rita do que no do David, o que me leva a dizer que talvez esteja na altura do David Fonseca efectuar uma mudança na sua carreira para que deixe de ser o músico da moda da putalhada fútil e passe a ser só apreciado pelo seu real valor. É que o problema nem está no facto de serem putos, eu comecei a gostar de música e a ir a concertos muito novo, mas sim no tipo de putos, caracterizado por não perceberem patavina do que se está ali a passar e que passam o concerto todo a olhar para o telemóvel.

Spice Girls


Pois é, esta talvez surpreenda muita gente, mas a verdade é que eu fui um grande fã das Spice Girls. Eu adoro a Inglaterra a todos os níveis e penso que estas miúdas sempre representaram na perfeição a cultura e o humor daquele país, para além de serem excelentes cantoras e dançarinas e da sua música ser muito superior a qualquer outra girls ou boys band.

Na altura em que surgiram as Spice Girls, eu de imediato comecei a gostar delas. Durante esses anos, sempre acompanhei o seu trabalho e admirava-as profundamente. Depois, elas acabaram e eu desliguei-me um pouco, para não dizer totalmente. Acontece que recentemente gravei da televisão o filme "Spiceworld - The Movie", que me tinha levado de propósito ao clube de vídeo aluga-lo nos finais dos anos 90, e isso fez renascer em mim toda a loucura que eu tinha por elas. Assim, lá fui à FNAC ver o que eles lá tinham das Spice Girls. Só tinham o Greatest Hits editado recentemente, comprei-o então, no formato que tem CD e DVD. Entretanto, mandei vir da Amazon o DVD com o concerto de Wembley, que eu tinha já gravado em VHS, e que me delicia por completo. Só é pena que elas tenham acabado, mas nunca se sabe o que o futuro nos reserva.




Control - Banda sonora



Como na altura escrevi aqui no blog, fui ver este filme, sobre a personalidade de Ian Curtis, ao cinema e adorei. Na altura fiquei logo impressionado com a banda sonora que acompanha o filme. Recentemente, quando fui com os The Fly tocar ao Porto ao Vinyl Bar, depois de terminada a actuação o bar transformou-se numa discoteca com música 5 estrelas. Uma das músicas que passou, foi o tema Shadowplay interpretado pelos The Killers. Trata-se de uma excepcional versão daquele tema dos Joy Division. Empurrado um pouco por essa versão, decidi então comprar a banda sonora do excelente filme de Corbijn. O CD tem momentos melhores do que outros, mas os bons justificam plenamente a sua compra.




A propósito do último álbum de originais dos The Cure, chamado "4:13 Dream", na altura em que o adquiri escrevi aqui que ainda não sabia o que dizer desse disco. Parecia que era uma tremenda desilusão, mas queria-o ouvir mais vezes para ter a certeza. Pois, a verdade é que este novo álbum dos The Cure é mesmo muito fraco, sem dúvida o seu pior registo de sempre. O seu anterior álbum, chamado precisamente "The Cure", já tinha sido mauzito, mas ainda tinha uns 3/4 temas que salvavam a honra do convento. Já nessa altura, criticava o facto dos The Cure estarem a colocar de parte os teclados e os sintetizadores e a abandonar a sua componente mais pop e melódica. 4:13 Dream vem confirmar isso mesmo, há para ali muita guitarra que não está lá a fazer rigorosamente nada, só mesmo para encher e nos velhos The Cure tudo o que se ouvia fazia sentido, nada estava lá por acaso. Tirando o primeiro tema do novo álbum, Underneath The Stars, tudo o resto é Cure no seu pior, um conjunto de banalidades que não trazem nada de novo. O que vale é que os ses concertos continuam a ser grandes, como aconteceu em Março passado no Atlântico.

1 de Dezembro de 2008

CD... aquisições recentes


Já o tinha sacado da net, mas gosto tanto dele que, como já tinha dito aqui no blog, tinha de o comprar. Foi o que aconteceu recentemente. Estou a falar do álbum "Golden Era" da fantástica Rita Redshoes. Não deixa de ser um primeiro álbum, por isso não ter uma grande produção e revelar alguma inexperiência, mas é também um disco altamente equilibrado e com músicas lindíssimas e de grande qualidade. Fui propositadamente ao concerto relativo aos 10 anos da FNAC só mesmo para a ver. E dia 15 de Dezembro lá estarei no Casino de Lisboa para assistir ao seu concerto.





O outro CD que comprei recentemente foi o novo de originais dos The Cure, chamado "4:13 Dream". Já o ouvi várias vezes, mas ainda não sei o que dizer dele. Preciso de o ouvir mais umas quantas vezes.

12 de Julho de 2008

Nem tudo o que é vermelho é mau

Rita Redshoes lançou recentemente o seu primeiro álbum a solo, intitulado "Golden Era", e que eu recomendo a toda a gente que aprecia boa música. Trata-se de um excelente disco com maravilhosas canções. Rita, curiosamente filha do treinador adjunto de Paulo Bento Carlos Pereira, lança um disco que arrisca-se a ser o melhor álbum português lançado este ano. É dos tais cds que apesar de sacado da net, apetece e merece ir à loja comprá-lo... é o que eu vou fazer!

Aqui fica o vídeo da minha música preferida desta senhora.

8 de Junho de 2008

Rock In Rio 2008... E a banda vencedora foi...

Coldplay... a prometerem um regresso em grande!


Das bandas que surgiram nos últimos 10/15 anos, os Coldplay são das minhas preferidas, apesar de ter ficado um pouco desiludido com os dois concertos que vi no Atlântico. O seu quarto álbum de originais vem a caminho e pelo single de avanço parece que a coisa promete.



20 de Abril de 2008

David Fonseca no Coliseu

Vi vários concertos dos Silence 4, mas ainda não tinha visto um concerto a sério do David Fonseca a solo. O único que tinha presenciado foi, há pouco tempo atrás, na FNAC do Colombo, onde o músico esteve sozinho em palco sem a companhia da sua banda, para além do concerto ter tido pouca duração. Assim, no Coliseu pude ver o David Fonseca a dar um concerto a sério e muito especial, já que quando um músico português toca no Coliseu é sempre um concerto diferente dos outros e para mais este foi filmado para uma futura edição em DVD. Com um Coliseu esgotado à sua frente, David Fonseca deu um excelente concerto onde demonstrou a sua enorme criatividade e talento para surpreender. Com ele, as coisas nunca são como estamos à espera. Destaco as interpretações de "Silent Void" e "This Raging Light", dois temas do último disco e que melhor resultaram no concerto do passado dia 12. A única coisa negativa para mim foi o algum exagero de versões de outros músicos. Não havia necessidade de fazer tantas covers, ainda por cima quando já se tem uma discografia tão boa como ele já tem.

Uma palavra também para Rita Redshoes, que se encarregou de aquecer o público. Gostei da sua actuação, apesar de só conhecer duas músicas. Agora, o seu papel na banda do David Fonseca é que me parece não ter a maior das relevâncias, tirando uma música ou outra onde o piano está mais presente e no excelente dueto em "Hold Still".

12 de Abril de 2008

The Cure... A Forest

Em relação ao concerto dos The Cure, esqueci-me de referir algo que foi sem dúvida um dos momentos mais arrepiantes de todo o espectáculo realizado no Pavilhão Atlântico. Estou a falar da famosa parte final do tema "A Forest", em que 19 000 almas começaram a acompanhar com palmas o baixo do nosso amigo Simon Gallup. Felizmente houve pessoas que filmaram o momento e que o disponibilizaram no Youtube, como foi o caso do myevilwitch. Vejam com atenção e oiçam bem o que se passa a partir, mais ou menos, dos 6 minutos.



30 de Março de 2008

The Cure - Magia no Atlântico


A primeira vez que vi os Cure foi em 28 de Junho de 1989, um dia antes de fazer 15 anos. Na altura ainda não conhecia a fundo a obra dos Cure, só os singles mais conhecidos, mas a verdade é que aquele concerto marcou-me e muito por diversos factores. Por isso, depois do mesmo comecei a explorar e a conhecer a fundo a obra da banda britânica liderada pelo carismático Robert Smith. Rapidamente me tornei fã.

No concerto de Alvalade estavam presentes 20 000 pessoas, mas não nos podemos esquecer que ainda estávamos nos anos 80 e no auge da carreira dos Cure, tinham acabado de lançar aquele que para mim e para muita gente é o seu melhor álbum: Disintegration. Mas em 2008, virem tocar ao Atlântico e esgotarem o mesmo com 19 000 pessoas, é algo que me deixou completamente arrepiado. O que se viveu no passado dia 8 de Março foi um momento quase indescritível. Um Pavilhão Atlântico cheio que nem um ovo, com pessoas dos mais diversos estilos e de todas as idades. Todos marcaram presença nesta autêntica celebração, para ver uma banda que, apesar de tudo, sempre foi de culto e pouco convencional.

Cheguei ao Atlântico um pouco antes das portas abrirem. Depois de abrirem, entrei e consegui ficar lá mesmo à frente, mesmo ao centro, em linha com o Robert Smith. É giro, e positivo, que nos concertos do Pavilhão Atlântico, para tapar os cabos que vão do palco à mesa de mistura, colocam umas placas de madeira que provocam um alto, assim quem ficar em cima dessa linha, fica mais alto que as restantes pessoas, o que é excelente, foi o que me aconteceu, já antes tinha acontecido noutros concertos.

A primeira parte foi assegurada pelos 65 Days Of Static, banda da qual nunca tinha ouvido falar. Com os temas todos sem voz, só instrumental, esta banda aqueceu a plateia com o seu som algo pesado. Não gostei por ai além, mas já vi bandas bem piores a fazerem primeiras partes.

Em relação ao concerto dos The Cure, o que posso dizer é que foram três horas de pura magia. Os Cure deram um excelente concerto a todos os níveis. A set-list, com três encores, percorreu toda a carreira dos Cure e penso que ninguém saiu insatisfeito do Atlântico. Começaram o concerto com o magnífico Plainsong, como disse a Sonjita num comentário deixado numa outra mensagem, dos 4 concertos que já vi dos Cure três deles começaram com esta música. De seguida, partiram para Prayers For Rain, para mim o momento alto do concerto. A partir daí foi um desfilar de grandes canções.

O DVD "Festival 2005", saído recentemente, deixou antever como é o som do Cure sem teclas. Agora ao vivo pude constatar que os actuais 4 membros da banda se safam muitíssimo bem, talvez só o Why Can't I Be You é que me pareceu um pouco vazio. De qualquer forma, gostaria de referir que para mim o melhor dos Cure é o facto de as suas músicas serem algo quadradas, só com o que realmente interessa, e sem grandes virtuosismos. Assim, a única coisa que me desagradou no concerto, foi em algumas canções, nomeadamente em Never Enough e Wrong Number, o guitarrista Porl Thompson ter exagerado com os solos e o "barulho" da sua guitarra. Mas de resto, nada a apontar.

Foi o meu quarto concerto dos Cure e não sei qual deles foi o melhor. Este foi sem dúvida verdadeiramente surpreendente. Não estava à espera de ver em 2008 os The Cure a encher por completo o Atlântico e a darem um concerto de 3 horas de altíssimo nível.

Não levei máquina fotográfica, porque nos concertos gosto de estar concentrado e não estou para estar com a preocupação de tirar fotos e vídeos. Mas como tinha o telemóvel à mão, ainda tirei algumas fotos com ele, que até ficaram bem porreiras.

Depois do concerto fui comprar uma t-shirt ao merchandising oficial. Depois de algumas dúvidas em relação a qual devia de comprar, acabei por escolher uma que tem sem dúvida aquela que é a foto mais emblemática dos Cure e que se encontra em cima... Boys Don't Cry.

Por mim, estou preparado para ver os The Cure pela quinta vez. Eles merecem cada cêntimo que se dá para os ver ao vivo. E que venha também o novo álbum.

1 de Março de 2008

The Cure... está quase!

É já no próximo dia 8 que se realizará aquele que para mim é o concerto do ano em Portugal.

Vai ser lindo!!!











2 de Dezembro de 2007

David Fonseca na FNAC do Colombo


Vi várias vezes os Silence 4 ao vivo, mas ainda não tinha visto o David Fonseca a solo. Assim, decidi combinar uma ida à FNAC do Colombo na quinta-feira passada, para assistir ao meu primeiro concerto do David Fonseca. Depois de uma jantarada na Portugália do Colombo, juntamente com o restante staff do U2Pt, lá fomos os três para a FNAC para assistir ao concerto. Como é costume nos concertos do Fórum FNAC, eles costumam não ser muito longos, este durou cerca de 45 minutos. David Fonseca apresentou-se completamente sozinho, sem a sua banda de suporte, e recorreu aos loops, tudo muito idêntico ao DVD que acompanha o seu último CD. Foram só tocados temas do último álbum, com excepção de uma versão de um tema de Bruce Springsteen, que fechou o concerto. Gostei do que vi e do que ouvi, mas agora espero muito em breve vê-lo num concerto a sério, acompanhado pela sua banda.

Uma coisa que continua acontecer com o David Fonseca, e que já acontecia nos tempos dos Silence 4, é que ele continua, infelizmente, a atrair um público que não percebe muito de música e que tanto pode estar ali como num concerto dos D'ZRT.

16 de Novembro de 2007

Mariza no Atlântico

Como tinha anunciado há algum tempo atrás, fui ver o concerto da Mariza ao Atlântico e calculo que devo ter sido das poucas pessoas que saíram do mesmo algo desiludidas. Tudo bem que a Mariza tem uma excepcional voz, mas continua-me a meter um pouco de confusão quando se dá tanta importância a alguém que canta músicas que não compôs e que pouca influência terá tido nos arranjos das músicas que canta. Depois, achei o concerto muito previsível, sem nada que surpreendesse de facto.
Mas do que menos gostei foi do papel desempenhado pelos convidados durante o concerto, principalmente da parte do sr. angolano e do sr. brasileiro, que subiram ao palco do Atlântico e que por pouco transformaram aquilo mais num concerto seu do que propriamente numa lógica de Mariza e Convidados. Isto porque esses tais convidados, o angolano e o brasileiro, meteram-se a contar história da maria cachucha a a divagar em grande estilo, destruindo por completo o ritmo do concerto. Depois, fartaram-se de tocar músicas que pouco tinham a ver com a Mariza. Tudo bem que o concerto também pretendeu homenagear a Lusofonia, mas por favor, tudo tem um limite. Entre os convidados, o melhor foi sem dúvida o Rui Veloso. Com uma atitude altamente profissional e competente e que subiu ao palco para fazer o que tinha a fazer e acabou, não houve para cá conversa de chacha. Também gostei do Tito Paris, enquanto representante do povo cabo verdiano, sem dúvida muito mais simples e humilde do que angolanos e brasileiros. Também apreciei a actuação do Tito Paris porque me fez recordar a viagem que fiz este ano à Ilha do Sal. Gostei da prestação do Carlos do Carmo, mas não deixou de ser extremamente previsível e óbvia.

Uma última palavra para o público, que batia palmas por tudo e por nada e que até obrigou o Carlos do Carmo a dizer que não se bate palmas enquanto se ouve o fado.

28 de Outubro de 2007

Grande Mariza!


Cada vez admiro mais esta senhora e no próximo dia 8 de Novembro estarei no Pavilhão Atlântico para assistir ao seu concerto.

Ainda não está ao nível da grande Amália, nem acredito que um dia lá chegue, mas é impressionante a qualidade da sua voz e de todo o seu trabalho. Para além do facto de andar a levar a todo o planeta a nossa música e a nossa língua.

Na lógica do post seguinte, gostaria só de vos informar de que o primeiro disco da fantástica Mariza foi lançado por uma editora holandesa, pois foi aquela que mais acreditou nela. Os portugueses não estava para aí virados e só quando ela já era conhecida é que decidiram começar a apostar na senhora. Os portugueses têm medo de apostar naquilo que é português, ou então estão proibidos de o fazer.