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11 de Abril de 2010

Shutter Island



Por ter alguma admiração pelo trabalho de Scorsese, não podia deixar de ir ver o seu último filme, mas a verdade é que o mesmo não me agradou, e já não é a primeira vez que me desiludo com um filme deste senhor, já com Gangs Of New York a desilusão também foi enorme. Em relação a Shutter Island, o mesmo é muito virado para a questão da psiquiatria, temática que pouco me diz. O filme está bem realizado, o DiCaprio está fantástico, mas por não gostar da temática acabou por ser para mim algo maçador. Aquilo no final até faz tudo sentido, mas mesmo assim o filme não me convence.

Este filme marcou também o fim das minhas idas a cinemas com pipocas. Acabou, a paciência tem limites!

17 de Setembro de 2009

Sacanas Sem Lei

Fui recentemente ver o último filme de Tarantino, um dos meus realizadores de eleição. Com este filme, o realizador americano consegue inovar-se e surpreender tudo e todos, já que esta longa metragem é bem diferente de toda a restante obra do realizador.

Tarantino reescreve e subverte por completo a História, nomeadamente o acontecimento II Guerra Mundial, e de uma forma verdadeiramente excepcional, ao alcance só de alguns. Mas, na minha opinião, o que se destaca neste filme é a brilhante representação do desconhecido actor austríaco Cristoph Waltz. O Óscar seria-lhe muito bem atribuído.

Vicky Cristina Barcelona

Na altura esqueci-me de o referir. Em Agosto aproveitei para rever no King o excelente filme "Vicky Cristina Barcelona" do genial Woody Allen, isto porque apesar de já ter estado em Barcelona em 2005, ou seja, antes de o ter visto pela primeira vez, a verdade é que este ano é que fiquei a conhecer Barcelona como deve ser e a fundo. Assim, fiz questão de rever o filme no cinema e a verdade é que a perspestiva com que o vi foi bem diferente, já que desta vez reconheci todos os locais por onde andavam as personagens.

Para além de mostrar a excepcional cidade de Barcelona, este filme mostra uma Penélope Cruz em grande, quando ela aparece o filme sobe logo de nível.

13 de Fevereiro de 2009

Vicky Cristina Barcelona


Woody Allen é para mim o cineasta número 1 e este seu último filme só vem confirmar toda a admiração que tenho por ele. WA é brilhante a realizar, a escrever argumentos e a dirigir actores, alguns só mesmo com ele é que conseguem brilhar alguma coisa.

Vicky Cristina Barcelona pode não ser o seu melhor filme, mas que é do caraças, lá isso é.

17 de Dezembro de 2008

Amália... triste fado


Fui ver o filme Amália com algum receio, já que se trata do mesmo realizador da aberração O Crime do Padre Amaro. Mas desta vez, Carlos Coelho da Silva está de parabéns, sem dúvida que fez um produto de qualidade. Só é pena o filme focar em demasia o lado depressivo de Amália Rodrigues. Mas isso é compensado por momentos em que ouvimos a sua divinal voz.

25 de Maio de 2008

Rolling Stones Shine a Light


Fui ver na semana passada o filme Shine a Light dos excepcionais Rolling Stones, e posso dizer que é um filmaço do caraças. Digo isto porque ele capta aquilo que mais interessa num espectáculo dos Stones: a cumplicidade entre os membros da banda, o profissionalismo de Mick Jagger, o rock n' roll em pessoa que é Keith Richards, o bacano que é Ron Wood, o baterista mais calmo do mundo que é Charlie Watts, o quanto eles os quatro adoram estar em cima do palco a tocar a sua música e não só. Assim, um concerto dos Rolling Stones tem de ser visto lá à frente ou então, mas isso é mais complicado, numa sala pequena como o Beacon Theatre, sala onde foi gravado este filme. Estar a ir para longe do palco, naquela que o ecrã e as luzes compensam a distância do mesmo, é um enorme erro e desperdício. Ver Stones, é lá à frente, que é para nos apercebemo-nos do quanto aquela gente vibra com aquilo que está a fazer em cima do palco e é isso que Shine a Light capta da melhor forma.

Destaque também para a set list, em que lá pelo meio tem várias versões, verdadeiramente extraordinárias, de temas de outros, como também músicas dos Stones que são menos conhecidas e menos tocadas ao vivo. No final, os clássicos do costume, em relação aos quais já começa a existir uma certa saturação.

Para mim o momento alto do filme é a interpretação de Champagne & Reefer, em que os Stones contaram com a presença em palco de Buddy Guy.

Também uma palavra final para a excelente realização de Scorsese. Mas, estar a comparar este filme a U23D é um verdadeiro disparate. Quando se convida o Scorsese para realizador, o objectivo é um, quando se faz um filme em três dimensões, o objectivo é outro totalmente diferente.

30 de Março de 2008

Este filme... não é grande coisa!

Como estive com os tais problemas no meu computador, só agora é que poderei falar aqui de coisas que já aconteceram a algum tempo, nomeadamente da ida ao cinema para ver o último filme dos irmãos Coen.

Sempre achei que um bom filme tem de ter na base um bom argumento e uma boa história, talvez "Eyes Wide Shut" seja das poucas excepções, por isso a película vencedora dos óscares deste ano foi para mim uma desilusão, já que não conta uma história. Alguém percebe porque é que o filme prossegue depois da morte do protagonista, a personagem que encontra a mala com o dinheiro?

Talvez tenha exagerado nas expectativas que criei antes de o ir ver, não tanto pelos óscares que arrecadou mas sim pelas inúmeras críticas favoráveis que li, mas acho que na realidade este filme não é tão genial como alguns o definem. Principalmente pela tal questão da falta de um argumento que nos prende, para além de que recorre à violência de uma forma gratuita.

Ao menos, foi positivo ver a Academia de Hollywood entregar tantos óscares a um filme independente.

27 de Janeiro de 2008

O Sonho de Cassandra

Como podem ver na coluna da esquerda, Woody Allen está entre os meus cineastas preferidos. Ao longo da sua carreira, fez filmes melhores do que outros, mas todos eles têm um mínimo de qualidade e nunca se dá por tempo perdido quando se vê um filme seu. Para além de ser um excelente realizador, Woody Allen também é genial na sua qualidade de argumentista, director de actores e como actor. Também de realçar é o facto de, tal como os U2, ter sabido sempre mudar e reinventar-se. Ontem, fui então ver o seu último filme, chama-se "O Sonho de Cassandra" e tal como os dois anteriores, também este foi feito na espectacular cidade de Londres. Nos dois primeiros terços do filme ficamos com a impressão de que este filme é inferior aos outros dois da trilogia londrina, mas o último terço do filme convence-nos de que este filme está ao nível de "Match Point" e de "Scoop". Eu adoro Nova Iorque, mas para mim não há cidade no mundo mais fantástica do que Londres, por isso gostaria imenso que Woody Allen continuasse a fazer filmes tendo por base a capital britânica.

Cada vez mais me convenço de que nasci no sítio errado. Não é por nada, mas Londres é a cidade com a qual eu mais me identifico. Aquilo é lindo!!!

20 de Janeiro de 2008

Os filmes que ando a ver

Esta semana fui ver o último filme de Manoel de Oliveira. Um filme que tem como título "Cristóvão Colombo - O Enigma". Foi talvez o quinto filme que vi deste realizador português e neste caso o que me puxou para o ir ver foi o facto de o mesmo ter como base a História de Portugal, nomeadamente a época dos descobrimentos. Sem dúvida que o ponto forte dos filmes deste realizador são os planos que cria, mas ao ver o filme, por vezes até ficamos com a sensação de que o mesmo foi feito por crianças, de tão básico e simples que é. Sinceramente, acho que não podemos comparar o cinema do Manoel de Oliveira com o restante, é um estilo muito próprio de se fazer um filme, em que o mais importante é sem dúvida fazer arte... à maneira dele claro!

O próximo filme a ver, é o novo de Woody Allen. Um realizador que eu adoro e que nos últimos filmes têm vindo a optar por filmar naquela que eu considero ser a cidade mais fascinantes de todo o mundo.

19 de Novembro de 2007

Control




Nem sei como começar a escrever sobre o filme que vi ontem. A verdade é que o adorei, mesmo fantástico a todos os níveis. O filme chama-se "Control", foi realizado pelo holandês Anton Corbijn, conhecido por trabalhos que tem feito com diversas bandas e músicos (U2, Depeche Mode, Rolling Stones, etc), e pretende retratar os últimos anos de vida de Ian Curtis, vocalista dos Joy Division.

Sinceramente, nunca fui grande fã da música dos Joy Division e do Ian Curtis sabia, para além de que tinha sido vocalista dos Joy Division, que ele se tinha suicidado muito novo e que era um indivíduo muito especial e bastante atormentado. Mas, ao saber que o filme tinha sido realizado pelo brilhante Anton Corbijn, do qual eu destaco, como é óbvio, os diversos trabalhos que tem feito com os U2, aproveito para dizer que os U2 sempre assumiram a sua admiração pelos Joy Division, a verdade é que eu não o podia deixar de ver. Para além de que, como gosto imenso de música, ver um filme sobre alguém que fez parte de uma banda tão marcante é sem dúvida quase obrigatório.

O filme é genial!!! Não há muito mais a dizer. A realização de Corbijn é uma espécie de desfilar de fotografias, o filme acaba por ser como que milhares de imagens vistas de seguida. Os planos são na sua grande maioria parados e altamente trabalhados a todos os níveis. Depois, a cor do filme. Um preto e branco que resulta na perfeição. Enfim, verdadeiramente fantástico. Por fim, eu que tanto admiro tudo o que tenha a ver com a Inglaterra, encontro aí mais uma razão para adorar o filme. As casas, as chaminés, as placas com os nomes das ruas, as pessoas, a cultura, o estilo de vida... tudo encantador para mim.

Claro que ao ver o filme, percebemos que Ian Curtis, e o filme centra-se acima de tudo nele, ficando os Joy Division para segundo plano, era um pouco para o idiota e por vezes para o ridículo. Era acima de tudo uma pessoa muito especial, com características típicas de pessoas do seu meio e da sua época, mas não nos podemos esquecer que ele se suicidou quando tinha só 23 anos. Era mesmo muito jovem. Destaca-se o facto de conseguir engatar e deixar as miúdas doidas por ele sem dizer rigorosamente nada, às vezes até irrita um pouco esse seu comportamento. Parecia que não reagia às coisas.

Um excelente filme. Daqueles que nos deixa orgulhosos por o ter visto. Daqueles que nos surpreende e que deixa marcas. Aconselho-o a todos!!!

Não queria deixar de realçar o facto de um filme de tão grande qualidade estar só em duas salas de cinema da cidade de Lisboa. As duas do Sr. Paulo Branco, o que me obriga a dizer que se não fosse ele, na volta nem teríamos a hipótese de ver este filme no cinema.

Podem visitar o site oficial do filme aqui.


Deixo-vos com um vídeo de "Love Will Tear Us Apart" interpretado pelos U2 e pelos Arcade Fire.





13 de Outubro de 2007

"Fados" de Carlos Saura

No domingo passado, fui ver um filme em relação ao qual criei alguma expectativa. O filme chama-se "Fados" e o seu realizador Carlos Saura, que anteriormente já tinha feito um filme sobre o tango e outro sobre o flamenco. Desta vez, decidiu aventurar-se pelo mundo do fado e digamos que o resultado final é bem interessante, apesar de eu estar à espera de outra coisa. Sinceramente, eu tinha a ideia, ajudada por alguma comunicação social que apresentou o filme de forma errada, de que "Fados" seria uma espera de documentário relacionado com a história, as origens, as influências... do fado e na realidade ele não é nada disso, mas um desfilar de actuações, onde o fado é abordado das mais variadíssimas formas. Eu, como toda a gente, apreciei mais alguns momentos do que outros. Os meus preferidos foram os dois que contam com a presença da Mariza, o do Carlos do Carmo, as imagens pouco vulgares da Amália Rodrigues, o Camané e também uma brilhante desgarrada num clube de fado, penso que não me estou a esquecer de nenhum. Do que não gostei, foi da abordagem hip-hop, um estilo que para mim nem é música nem é nada e que eu não consigo apreciar. Depois, as imagens da Revolução de Abril. Mas que sentido faz colocar num filme que pretende homenagear o fado, imagens de uma revolução que teve como uma das consequências o desaparecimento do fado durante alguns anos em Portugal?!

30 de Setembro de 2007

Cinemateca e A Rosa Púrpura do Cairo


Um local de Lisboa onde costumo ir com alguma regularidade é a Cinemateca, sem dúvida um sítio que até nos faz esquecer que estamos em Portugal e nos faz lembrar que estamos na Europa. Costumo ir lá ver filmes com alguma regularidade, nomeadamente à esplanada, na qual são realizadas sessões de cinema durante o verão. Fez nesta sexta-feira uma semana, que eu fui à esplanada ver um filme do Woody Allen que ainda não tinha visto, chama-se "A Rosa Púrpura do Cairo". Apesar de ter estado um frio do caraças e da cópia da Cinemateca não se encontrar em grande estado, a verdade é que adorei o filme, é uma verdadeira obra de arte, que só podia sair mesmo da cabeça de um génio.